quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Oficina de Mosaico - CEKEB/2011

CEKEB é a casa espírita que frequento - Centro de Estudos Kardecistas Eurípedes Barsanulfo. E é lá que a oficina de mosaico está acontecendo desde maio de 2011.

A idéia da oficina surgiu da necessidade de se manter um grupo destinado ao estudo da Metodologia da Evangelização de Espíritos (Equipe Eurípedes Barsanulfo, Sacramento - MG) para os recém chegados à casa.

Para Eurípedes "evangelizar" é educar o Espírito. Várias ferramentas são utilizadas e a mais importante dentre todas é a reflexão. Entender o que e quem somos, entender o Evangelho de Jesus e a Doutrina Espírita é um processo longo que requer estudo/aplicação e esforço. Vivenciar o Evangelho para promover a nossa própria evolução.

A oficina foi montada tomando como base a reflexão. Estimular a criatividade e capacitar o participante a criar condições para sua própria mudança, através de comparações durante a confecção de uma peça: ela tem que ser trabalhada em várias etapas e isso requer tempo e dedicação (esforço, paciência, estética, beleza, harmonia, equilíbrio etc). Assim, também, nossos sentimentos doentes precisam de tempo e dedicação para se transformarem em sentimentos sãos.

Na confecção de uma peça o objetivo é percorrer todas as etapas corretamente até a sua finalização.Na Educação de Sentimentos o objetivo é aprender a utilizar corretamente nossos atributos para comungar com Deus, ou seja, fazer a Sua vontade, como Jesus o faz.


Temas estudados em 2011:
- Pensamento
- Consciência
- Vontade
- Conhecimento
- Conflitos
- Memória
- Personalidade
- Fato do Espírito
- Reflexão
- Construção no Bem
- Novas experiências
- Vida futura
- Ambientação reencarnatória
- Compreensão das necessidades
- Sentimentos doentes: tratamento das causas e não dos efeitos
- Importância da caridade
- Vibração e relacionamentos
- Postura espírita-cristã
- Jesus como modelo - pensamento evangelizado

Cada encontro teve duração de 2 horas, aos sábados.  Na primeira hora passei os conceitos da evangelização e na segunda, trabalhei a técnica do mosaico direto. Desde a criação/escolha do tema, discussão das cores, a cada tessela quebrada, o participante foi levado a fazer um paralelo com suas dificuldades. Essa interação entre o mosaico e a reflexão proporciona o reconhecimento dos sentimentos difíceis que trazemos.

Desconstruir as tesselas e reconstrui-las com beleza, com harmonia e equilíbrio, demonstrou a cada um de nós a capacidade que temos para criar condições à nossa própria mudança!

Pena que não tirei nenhuma foto... mas em 2012 prometo documentar melhor.



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

ACAIS

A ACAIS - Associação Casa do Artesão de Itapecerica da Serra promove os artesãos da cidade e da região, com o apoio da prefeitura, através da feira de artes e artesanato que acontece aos sábados e domingos, das 9 às 17h, no Largo da Matriz. 

Esta feira faz parte do roteiro turístico cultural da nossa cidade e conta com a colaboração de artesãos valorosos. Se vc quiser se informar melhor ligue 4666-5966. 

Venha conhecer e prestigiar os nossos artistas!

Presentes...

Já criei muitas peças que dei de presente para pessoas queridas.

Estas estão na casa do meu irmão:

 Quadro de Anjo da Guarda para minhas sobrinhas Teté e Naná...




Bandeja, que minha cunhada Vivi usou como organizador de mesa ao lado da porta de entrada da casa... a propósito, a peça atrás, à direita, foi pintada por ela. Linda, não?!



Este organizador ela usa como apoio no bar para servir e para garrafas suadas, como refrigerantes gelados.



Quadro com vaso em relevo. Fica na varanda da casa.


E estas na casa da minha irmã, em Itapecerica da Serra:

Porta chaves



Mesinha

 Caixinhas
 
 Vaso
Mini horta para a janela da cozinha


E estas, na casa de Ubatuba:


  Rosa dos Ventos


 Caixinha

 Número da casa


 Cuba da pia do lavabo

Este número fiz para a casa da Jennifer e do Pérsio, em Ubatuba:
As bolhinhas de ar ficaram lindas, não?! 

E esta mandala fica na entrada da loja Mistura Fina da minha amiga Jennifer, em Ubatuba também:

E tem mais peças por aí:

Estas duas peças lindíssimas estão na casa da minha amiga Lucia Miluzzi
Este é um vaso de parede e está na casa da Teresinha

A caixinha fundo do mar e o vaso estão na casa da Paty Beltrame 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Terapia para o espírito

Além de apreciar, fazer mosaico faz bem à saúde. 
É uma terapia para as nossas doenças da alma quando usamos o manuseio das tesselas para curá-las.
A cada tessela quebrada ou esculpida, uma reflexão sobre um sentimento difícil que carregamos: como modifica-lo? como melhora-lo? como torna-lo belo?
Se conseguimos esculpir uma pedra dando forma, lugar, cor e brilho dentro de uma composição somos capazes, também,  de fazer um sentimento doente se tornar são.

Mosaico romano


O desenvolvimento da arquitetura e a emergente necessidade de decorar vastas superfícies vão impulsionar a produção artística do mosaico, uma técnica com origens na arte antiga, difundida na Mesopotâmia e com profundas tradições no período greco-romano. O mosaico romano, geralmente utilizado para o revestimento de pavimentos, é feito à base de pequenos cubos de mármore (tesserae) que se adaptam bem à reprodução cuidada de pinturas, mas de pouca intensidade cromática.

A arte paleocristã, podendo agora usufruir de maiores bases financeiras e relegando para segundo plano a pintura mural afresco, vai procurar aperfeiçoar a técnica e vai brindar o interior da igreja com intensas e vibrantes imagens policromáticas, possíveis pela substituição do mármore por pedaços de vidro colorido. Este novo material não permite, no entanto, uma paleta complexa de matizes e a modelação das figuras perde o seu contacto com o mundo real, as personagens apresentam-se como seres transcendentais, imateriais, habitantes de um reino de luz e ouro.

Pouco sobreviveu destes primeiros mosaicos do paleocristianismo, mas supõe-se que cobririam as grandes superfícies da abside, do arco triunfal e da nave, representando cenas bíblicas. Exemplos ainda podem ser vistos em Santa Costanza e Santa Pudenziana, ambas do século IV, em Roma. O que retrata a fabricação do vinho no deambulatório de Santa Costanza ainda segue a tradição clássica de representar o ato como uma festa em honra ao deus Baco, que simboliza a transformação ou mudança, e é assim apropriado para um mausoléu, quer era função original do edifício. Em outra grande basílica constantina, a Igreja da Natividade, em Belém, o piso em mosaico original, com os motivos romanos típicos, ainda está parcialmente preservado. 


A chamada Tumba dos Julii, perto da cripta da Basílica de São Pedro, é uma tumba abobadada do século IV com mosaicos nas paredes e no teto que foram interpretados como cristãos. A antiga Tumba de Galério, em Tessalônica, convertida em igreja cristã durante o século IV, foi enfeitada com mosaicos de altíssima qualidade, dos quais apenas fragmentos restaram, notavelmente uma faixa mostrando santos com as mãos erguidas em oração à frente de complexas fantasias arquiteturais.

No século seguinte, Ravena, a capital do Império Romano do Ocidente, se tornou o centro da arte romana de mosaicos posterior. Milão também teve a mesma função no século IV. Na capela de Santo Aquilinus da Basílica de San Lorenzo, os mosaicos criados no final do século IV e início do V, representam Cristo com os apóstolos e o sequestro de Elias. Estes mosaicos são excepcionais por suas cores vivas, seu naturalismo e aderência aos cânones clássicos de ordem e proporção. O mosaico da abside da Basílica de Sat'Ambrogio, que mostra Cristo entronado entre São Gervásio e Protásio e os anjos a frente de um fundo dourado são datados entre os séculos V e VIII, embora ele tenha sido restaurado muitas vezes depois. O batistério da basílica, que foi demolido no século XV, tinha um teto coberto tesserae douradas, encontradas em grande quantidade quando o local foi escavado. No pequeno tempo de San Vittore in ciel d'oro, agora uma capela de Sant'Ambrogio, todas as superfícies estão cobertas com mosaicos da segunda metade do século V. São Vítor está representado ao centro de um grande domo, com imagens dos santos nas paredes, sobre um fundo azul. O tímpano baixo ainda deixa espaço para os símbolos dos quatro evangelistas.
Albingaunum foi o principal porto romano da Ligúria e o batistério octogonal da cidade era decorado com mosaicos com azuis e brancos de grande qualidade, representando os apóstolos. O que chegou aos nossos dias está bem fragmentado.

Um pavimento em mosaico representado pessoas, animais e plantas da catedral original do século IV de Aquileia sobreviveu na igreja medieval posterior. Este mosaico adota temas pagãos, como uma cena nilótica, mas, por trás do conteúdo tradicionalmente naturalista, está um simbolismo cristão, como o "Ictus".

Crê-se que a sua variedade formal tenha ainda herdado muito da arte romana adaptando-a aos novos conteúdos religiosos e isso pode-se ainda observar-se na Basílica de Santa Maria Maggiore pela forte geometrização e pelo ilusionismo espacial. É também de referir o novo objectivo de sintetizar as formas para que estas sejam compreensíveis à distância, ou seja, para que a mensagem principal possa ser compreendida de longe. Este facto vai acentuar a importância simbólica do gesto e do olhar como elementos relevantes na transmissão de mensagens, sendo também para isso distorcida a sua proporção em relação à figura.

Mosaico na Grécia Antiga


O uso do mosaico na Grécia Antiga tem uma origem controversa. As primeiras teorias sobre o assunto sugeriam que a técnica de unir pequenas pedras para formar desenhos havia sido derivada de placas de terracota colorida empregadas na decoração parietal na Suméria 4 mil anos antes de Cristo. Outras suposições faziam-nos derivados dos mosaicos de seixos da Assíria e Ásia Menor, mas não se definiram provas sólidas e ao que as pesquisas recentes indicam essa prática apareceu na Grécia Antiga de forma autóctone desde o Neolítico, conforme indicam achados em Creta, criados pelas civilizações Minóica e Micênica.


Esses primeiros exemplos eram compostos de pedras encontradas nos leitos dos rios, e desenhavam padrões abstratos simples. Depois da Idade do Bronze não há vestígios de mosaicos, que só vão reaparecer no século VII a,C., sob a forma de pavimentos de seixos naturais em templos e santuários, mas puramente funcionais e desprovidos de desenhos. Exemplos existem no santuário de Artemis Orthia em Esparta, e no de Athena Pronaia em Delfos. Neste último os seixos são de várias cores mas são arranjados sem ordem.
Os primeiros mosaicos decorados na Grécia datam do período Clássico, iniciado em meados do século V a.C., e conjuntos importantes dessa fase foram encontrados em vários locais, como Olynthos, Eubeia, Peloponeso, Olímpia e Ática, sendo impossível assinalar um centro de origem e irradiação Seus desenhos mostram figuras humanas, animais e vegetais, delineados com simplicidade. No fim do período, já no século IV a.C., as composições aparecem mais elaboradas e desenvoltas, com maior refinamento de detalhes, mais combinações de cores e até mesmo corpos e vestimentas em escorço e com efeitos de sombreado para dar ilusão de tridimensionalidade, como se vê nos mosaicos de Pella. Alguns exibem símbolos como a suástica, o machado duplo, letras avulsas, círculos e rodas que possivelmente representam a roda da fortuna, sugerindo que esse tipo de desenhos podia ter funções mágicas de atrair a boa sorte e repelir más influências. Sua estrutura geralmente mostra uma moldura larga emoldurando uma composição figurativa central, no esquema do círculo inscrito no quadrado. As molduras podiam ser simples ou múltiplas, e seus desenhos podiam ser puramente geométricos, com cruzes, triângulos e ondas que se entrelaçam, ou apresentar motivos vegetais, como folhas de palmeira e acanto, e séries de figuras de animais reais ou fabulosos. Ocasionalmente nos cantos se colocavam composições secundárias. Um dos mais finos exemplos do Classicismo estão na Casa dos Mosaicos em Erétria, com uma série de mosaicos em várias formas e esquemas compositivos, e em Sicião se encontra um pavimento inteiramente decorado com o motivo da onda entrelaçada em torno de uma rosácea central, de grande efeito plástico.
 

Ao longo do século III a.C. a técnica se transforma, embora ao que tudo indica esse processo não foi organizado, antes várias experiências parecem ter sido feitas simultaneamente e técnicas avançadas podiam ser usadas no mesmo trabalho junto com outras mais arcaicas, para se criar diferentes efeitos de textura. A maior inovação é a substituição progressiva dos seixos irregulares por pedras cortadas em quadrado, menores e regulares, chamadas pelos romanos de tesserae - daí o nome que se deu a este tipo de mosaico, opus tessellatum, que possibilitou um maior controle no desenho e um detalhamento em maior grau. Um desenvolvimento ulterior dá origem ao opus vermiculatum, onde as peças são tão pequenas que mal se distinguem como entidades separadas, chegando a apenas 4 mm2, uma técnica que representa o estágio mais alto de refinamento e complexidade do mosaico, possibilitando a obtenção de efeitos que se aproximam da pintura. De fato, as evidências dizem que muitas vezes o mosaico foi usado efetivamente para cópia de pinturas célebres. Neste período, quando na sequência das conquistas de Alexandre, o Grande pela Ásia adentro se desenvolve a cultura helenística, o mosaico floresce em outros centros nas ilhas gregas - especialmente em Delos - e em Alexandria, Pérgamo, as colônias do Mar Negro, alcança regiões remotas como o Afeganistão e é adotado como uma das técnicas privilegiadas para decoração também pelos romanos. É através de Roma que a tradição grega do mosaico é difundida para uma grande área em direção ao ocidente e se mistura a tradições locais, e se popularizam novos materiais como o vidro e a madrepérola para confecção das tesserae, embora tais materiais fossem caros e só se usassem para composições destinadas à elite. Sobrevivem até nossos dias magníficos exemplares em toda área de influência romana, com uma coleção helenística particularmente expressiva em Pompéia. Poucos nomes de mosaicistas chegaram a nós - Gnosis, Sophilos, Hephaistion, Asklepiades, Discórides de Samos, Heraklitos e Sosos, a quem Plínio considera o mais importante mosaicista.

Mosaico português





A calçada portuguesa ou mosaico português (também conhecida como pedra portuguesa no Brasil) é o nome consagrado de um determinado tipo de revestimento de piso utilizado especialmente na pavimentação de passeios e dos espaços públicos de uma forma geral. Este tipo de passeio é muito utilizado em países de língua portuguesa.

É originária de Portugal, tendo surgido em meados do século XIX. É amplamente utilizada no calcetamento em parques, praças, pátios, etc. No Brasil, este foi um dos mais populares materiais utilizados pelo paisagismo do século XIX, devido à sua flexibilidade de montagem e de composição plástica. A sua aplicação pode ser apreciada em projectos como o do calçadão da Praia de Copacabana (uma obra de Roberto Burle Marx) ou nos espaços da antiga Avenida Central, ambos no Rio de Janeiro.

A calçada portuguesa resulta do calcetamento com pedras de formato irregular, geralmente de calcário e basalto, que podem ser usadas para formar padrões decorativos pelo contraste entre as pedras de distintas cores. As cores mais tradicionais são o preto e o branco, embora sejam populares também o castanho e o vermelho. Em certas regiões brasileiras, porém, é possível encontrar pedras em azul e verde. Em Portugal, os trabalhadores especializados na colocação deste tipo de calçada são denominados mestres calceteiros.

O mais antigo

A Guerra - Estandarte de Ur - 3.500 a.c.

É o mosaico mais antigo que se tem conhecimento.
Feito de lápis lazuli, arenito vermelho e conchas do mar.
Lindo!!!!

 

O belo

"Não é belo, realmente belo, senão o que o é sempre e para todos; e esta beleza eterna, infinita é a manifestação divina sob os seus aspectos incessantemente variados; é Deus em suas obras, em suas leis! Eis a única beleza absoluta. Essa é a harmonia das harmonias --- e faz jus ao título de absoluta, porque não pode conceber-se maior beleza". Lavater, Paris, 4/2/1869

Um pouco de história

Mosaico ou arte musiva, é de origem Alemã. É um embutido de pequenas peças (tesselas) de pedra ou de outros materiais como pastilha de vidro, plástico, areia, papel, conchas etc, formando determinada composição.

A palavra "mosaico" tem origem na palavra alemã mouseen, a mesma que deu origem à palavra música, que significa "próprio das musas". É uma forma de arte decorativa milenar, que nos remete ao ano de 1.438, na época da cultura greco-romana, quando teve seu apogeu.

Aos Amigos...

Oi, people !
Montei esse blog, por sugestão de um amigo muito querido, para divulgar o meu trabalho.
O que antes era um hobby hoje pretendo fazer disso minha profissão. Como a maioria já sabe, eu adoro a arte do mosaico e devo muito a ela... mas esta é uma história para outra ocasião.
Como sempre, conto com a ajuda dos amigos, dos amigos dos amigos, dos amigos dos amigos dos amigos para me ajudarem na divulgação.
Obrigado a todos :)